quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Presidente do TCU dá aula paga a órgãos que fiscaliza

Nota do Blog: o TCU, orgao com funcao importantissima num Pais de ladroes institucionalizados, tem tambem um papel extremamente destrutivo: impede que pessoas honestas realizem seu trabalho honestamente. Eu administrei um projeto de pesquisas com fundos Europeus, cujo repasse foi feito pela FINEP. Conduzi o mesmo com correcao e honestidade, aplicando com logica os recursos ao longo de seus dois anos de duracao (de  2001 a 2003). Porque em alguns casos nao foi possivel seguir o dogma juridico estabelecido pelo TCU (que inclusive desrespeita a lei 8666), a FINEP, acossada pelo proprio TCU, me tratou como suspeito por 7 anos, infernizando minha vida até fechar o projeto em 2010 e confirmar que meus procedimentos foram todos corretissimos. Neste periodo deixei de pegar outros necessarios financiamentos para minha atividade de pesquisa por nao suportar mais a burrice do TCU, que manda cortar os pes de todos os soldados porque um soldado deu um chute no trazeiro do general... Agora, vemos o presidente do TCU dando esse pessimo mau exemplo, mostrando que eles nao existem para garantir a lisura, e sim para bloquear, impedir e infernizar a vida de pessoas honestas.


RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Órgãos públicos e entidades submetidos a fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) pagaram ao menos R$ 228 mil ao presidente do tribunal, ministro Benjamin Zymler, por palestras e cursos de um ou dois dias entre 2008 e 2010.
Após as palestras, Zymler seguiu como relator de seis procedimentos e participou de ao menos cinco julgamentos de processos de interesse dos contratantes. Em nenhuma das vezes entendeu que havia motivo para se declarar impedido.
As palestras, os custos e as agendas de Zymler não são divulgados pelo site do TCU.
No final de 2008, ele ministrou a servidores da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil), por R$ 21,5 mil, curso de dois dias intitulado "Licitações e Contratos sob a Ótica do TCU".
Zymler é ou foi relator de 41 processos que têm relação direta com a Eletronorte. São provenientes de denúncias de irregularidades, auditorias e acompanhamento.
Meses depois da palestra, Zymler relatou um processo de monitoramente de obras da Eletronorte na usina de Tucuruí (PA). Ele concordou com a área técnica do tribunal e mandou reclassificar os indícios de "irregularidades graves com retenção de pagamento" para "irregularidades graves com recomendação de continuidade".
No ano passado, Zymler recebeu R$ 59 mil por um curso de dois dias, segundo pesquisa realizada a pedido da Folha no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo) pelo site Contas Abertas. O pagamento foi feito pela UFABC (Fundação Universidade Federal do ABC), de Santo André (SP), vinculada ao Ministério da Educação.
Zymler abriu uma empresa, a EMZ Cursos e Treinamento, que passou a ser contratada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), para uma série de sete palestras em várias capitais. Cada uma custou R$ 13 mil.
Por R$ 20.232,16, o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) contratou Zymler para um curso de oito horas de duração, realizado num único dia, no Rio.
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), vinculada ao Ministério da Agricultura, pagou R$ 14,6 mil por um curso de 16 horas proferido a 66 servidores.
Na AGU (Advocacia-Geral da União), o evento custou R$ 9,6 mil, e foi acompanhado por "cerca de 500 servidores", segundo o órgão, num total de oito horas.
O ministro foi contratado após a dispensa de licitações, sob o argumento de que havia notória especialização, quando se considera a competição inviável ou inexigível. Dispensas de licitação na gestão federal são focos frequentes de críticas do TCU.
O ministro afirmou à Folha, em nota, que os eventos dos quais participou eram "atividades docentes" (leia texto abaixo) e também recorreu a uma resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de 2007.
Contudo, o TCU não é ligado administrativamente ao Judiciário, pois atua como braço do Legislativo na atividade do controle externo, e o CNJ não tem poder de fiscalizar ministros do TCU.
Consultado pela Folha, o CNJ informou que não tem sobre as palestras "resolução ou norma sobre o assunto em questão".
OUTRO LADO
O presidente do TCU, Benjamin Zymler, disse que não houve "vedação legal, regimental ou conflito de interesses" nos casos em que atuou no tribunal após proferir palestras e cursos.
"Os casos de impedimento estão previstos no inciso 8º do artigo 39 do regimento interno do TCU e que não houve incidência de quaisquer dessas hipóteses", informou.
Zymler disse que os ministros do TCU "possuem as mesmas prerrogativas dos ministros do Superior Tribunal de Justiça e, portanto, submetem-se à Lei Orgânica da Magistratura".
UFABC, Eletronorte, Sebrae, Inpi, Conab e AGU disseram que a lei autoriza a dispensa de licitações em casos de notória especialização.
A UFABC disse que outros órgãos, que enviaram servidores à palestra, ajudaram a custeá-la. "[Zymler] apresentou documentos que comprovaram que o valor cobrado era o praticado por ele."
O Sebrae afirmou: "A escolha do sr. Zymler como palestrante deve-se ao fato de representar um dos poucos especializados no tema da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas e no capítulo das compras governamentais".
O Inpi informou que o "treinamento" visou "ampliar capacitação de servidores para fazer contratações".
A AGU afirmou que a contratação de Zymler representou "economia", pois custou em média R$ 300 por aluno, enquanto outros "cursos prontos no mercado" custariam R$ 1.680 por servidor.
Além disso, diz, "havia necessidade de que o curso estivesse diretamente relacionado às orientações do tribunal a respeito do tema".

Editoria de Arte/Folhapress

domingo, 9 de janeiro de 2011

OFF!, armadilha de Marketing gerando alergias graves...

Esta historia começou com as doloridas picadas de mosquito pólvora (maruin) e a coceira e dor das picadas de borrachudos (piun) em Ilha Bela, litoral norte de Sao Paulo. Iludido pelo odor agradável e sensação refrescante do OFF! Cosmetic, que é a junção de um repelente de insetos conhecido com um creme hidratante, comecei a usar nos locais picados. Para minha surpresa, surgia um alívio imediato na coceira, uma sensação balsâmica. Como as coceiras que pareciam picadas continuassem depois de algumas horas, tive a ilusão real de que o produto havia perdido a eficácia e que precisava de mais aplicações. Só que quanto mais apliquei, mais tinha a sensação de ardor e coceira, o que não entendi a principio. Continuei a aventura de Ilha Bella em Chapada dos Veadeiros, Goiás. Lá também, continuei com a sensação de que continuava a ser picado, e, pelo alívio, continuei a usar o Off! Cosmetic. 

De volta a minha residência, notei que todas as areas onde utilizei o produto, e somente elas, estavam irritadas e vermelhas, coçando muito.  Depois de uns 3 dias nesta situação, sem melhora aparente, procurei um médico, que me receitou anti-histaminico e cortizona. O anti-histaminico tomado na veia produziu alivio imediato, mas o corticoide parece que acabou de danar o que já estava mal (veja foto abaixo, rompimento dos vasos superficiais e hematomas cutâneos).
No dia seguinte, sob a orientação de outro médico, suspendeu-se a cortizona, e só estou tomando o anti-histaminico, o que produz algum alivio sistêmico. 

A conclusão da ópera é simples: o OFF! Cosmetic é uma armadilha monstruosa da Ceras Johnson, que além de disparar alergia de pele, ainda engana o usuario com uma dupla sensação: 1) de alívio, que o faz utilizar mais do produto; 2) e o pior, a alergia ao produto produz sintomas similares à irritação e coceira das picadas dos proprios insetos, então o usuário passa o OFF! sempre que sente coçar, na ilusão de que está repelindo os pestinhas alados, mas não. Tratava-se do próprio OFF! gerando a coceira enganosa, devido a seus ingredientes alergênicos. Uma bola de neve muito prejudicial.

Passem longe deste produto, que deveria ser proibido no mercado pela ANVISA. Diz no rótulo que foi testado dermatológicamente... então tá, no rótulo pode-se dizer qualquer coisa. Aliás, no verso do rótulo precisei de uma lupa de aumento de 3X para conseguir ler as letras miúdas (ninguem em nossa casa conseguiu ler com olhos apenas, mesmo pessoas com ótima visão) com recomendações e alertas e estava lá, apesar do chamariz mentiroso da frente (testado ..., dando a entender que o produto é seguro para a pele):
instruções e precauções no verso, inacreditável!
com a lupa:
evite uso prolongado... somente aplique no máximo 3 vezes ao dia...o uso deste produto pode causar irritacao à pele "em casos raros"... antes de usar o OFF! pela primeira vez teste-o aplicando uma pequena quantidade no antebraço e observando por no minimio 12 horas (??!!!!)... e por ai vai a malandragem da Ceras Johnson.
Eu utilizava o OFF! há anos, nunca tive uma reação alérgica como essa. Aliás, eu até escrevi um artigo mencionando que em São José dos Campos os pernilongos já tomavam o OFF de canudinho, sendo este ineficaz para repeli-los (Os Super-Pernilongos de São José). Então, reputo esse acidente uma responsabilidade do malvado setor  de marketing da Ceras Johnson, que lança um produto enganoso, com creme hidratante que alivia a queimação das mordidas dos insetos e também da alergia que o próprio produto produz, e cujos alertas são ilegíveis para qualquer olho normal, sem auxilio de lupas.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Livre-se dos torpedos chatos e propaganda das operadoras

texto de
http://www.garotasemfio.com.br/blog/2009/11/04/livre-se-dos-torpedos-chatos-e-propaganda-das-operadoras/

Semana passada soltei os cachorros no Twitter por causa da tão falada promoção “Torpedo Premiado” da Vivo. Os leitores @MadaFoka e @mneubert já haviam reclamado do spam diário. Mas depois de receber 3 torpedos de propaganda no mesmo dia, perdi a paciência.
Foi num dia em que eu estava atendendo um paciente domiciliar. Um atendimento desses é demorado, costuma levar uma tarde ou manhã toda. Todavia, só recebo SMS da minha família, e geralmente são coisas importantes – eles não telefonam nos dias que tenho homecare, por motivos evidentes. Com minha avó doente e o marido em Sampa, dá para imaginar o estado que fiquei ao receber 3 alarmes de SMS no celular que estava dentro da minha bolsa?
Mantive a calma e concluí a consulta, só então chequei as novas mensagens. Eram 3 propagandas de “torpedo premiado”. Eu já havia solicitado junto à Vivo (via site e tele-atendimento) para não receber mensagens promocionais, mesmo assim eu as vinha recebendo quase diariamente.
Fiquei uma arara.
Pelo Twitter eu soube que muita gente estava de saco cheio também, e os canais de cancelamento não surtiam efeito.
Mensagens não solicitadas de qualquer tipo são SPAM, sempre!
Mobilizei os twitteiros: sempre que eu recebesse novo spam promocional, eu devolveria na mesma moeda para o @vivoemrede e sugerindo ao povo que fizesse o mesmo. Deu certo: depois de enxurradas de mensagens, o Vivoblog soltou uma nota explicando como cancelar o recebimento dessas mensagens.
A solução oficial apresentada é: respondam à mensagem (geralmente o número é 7333) com o texto SAIR e aguardem confirmação. O leitor Eduardo Fukunaga mandou-me email explicando que com a TIM o procedimento é o mesmo. Não testei com a Claro (meu chip não está em Curitiba) nem com a BrT/Oi (que felizmente nunca me mandou essas porcarias), então pergunto a vocês, leitores, como as demais operadoras estão se comportando.
No dia seguinte ao cancelamento, recebi mais um. Vejam as datas nas telas abaixo. Felizmente foi só esse, então dei um desconto. Mas se eu receber UMA mensagem sequer outra vez, recomeçaremos o movimento! Dessa vez, direcionado à esferas superiores.
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Vocês têm recebido SMS com promoções? Tentaram fazer o cancelamento? Foram bem-sucedidos?

sábado, 4 de setembro de 2010

Negociando com Expertos...

CEO: ”Hi Michael, we wanted to talk to you in person (over the phone) to resolve the question of payment.”
Me: “OK.”
CEO: ”Let’s forget all of the stuff that has gone on in the past with this project. Let me put {Accountant) on the phone.”
Accountant: ”What we’d like to do is offer to pay $XXX for the project. Based on what you billed us we think $XXX is a fair amount, minus what we’ve already paid you, minus the recruiter fee.”
Me: “So you’re ‘offering’ to pay me half of what is still owed on the bill for the work you hired me to do.”
Accountant: ”Well, based on the total cost we’re willing to pay, minus the recruiter fee…”
Me: ”A simple yes or no, will suffice. If you owe me $XXXX and are ‘willing’ to pay $XXX, if my math is correct, and I believe it is, I can redo it on my calculator if you’d like, you’re ‘willing’ to pay me half. Even though I rushed the work and everyone was thrilled with it.”
CEO: ”Well… yes, I guess, you could say that is half…”
Me: ”I do.”
CEO: ”Look, I’m sure you just want to put this behind you…”
Me: ”Actually, no. I want to be paid in full.”
CEO: ”Well, this is all we’re willing to pay.”
Me: “You know you signed a contract right?”
Accountant: “Well, we had several conversations via email and in person about this…”
Me: ”Yes, in each you tried to weasel you’re way out of paying me…”
CEO: ”I think this is a fair compromise.”
Me: ”I think you’ll be hearing from my lawyers.”

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TAM, comandante Rolim deve estar girando de raiva no seu tumulo...

Dois dias e 6 (SEIS!!!) tentativas frustradas de recuperar as milhas pelo sistema bichado de telefone da TAM, uma miseria inaudita. Em nenhuma das tentativas os atendentes declararam o que precisavam dizer, que o sistema estah falido. Sempre, depois de identificacao e espera, e instrucoes, e mais esperas, vinha o vaticinio de que o sistema nao estava no ar, volte a ligar daqui a meia hora. Depois novamente, mas agora pedindo a senha, diziam que precisava desbloquear, depois na tentativa de desbloquear, o sistema voltava ao atendente que comecava tudo de novo do zero, para, por fim, chegar ao mesmo ponto: ligue de novo mais tarde, dentro de meia hora, pois o sistema estaria de volta no ar.... Aih, na pagina, recomenda ir aa loja fisica da TAM. La chegando, sou mal atendido por uma fulana que diz tratar-se somente de loja de pacotes (o que eh isso???), e que o sistema de milhas estah fora do ar, e que se quiser ser atendido que me deslocasse ateh Guarulhos (100 km de distancia!!!).

Nos cansamos deste tratamento horrivel, estamos cancelando a viagem de ferias pela TAM, um lixo de compania! Em resumo, nao irei mais voar na TAM porque acumulacao de milhas eh propaganda enganosa, jah que nao eh possivel resgata-las quando se necessita.

Atualizacao: Minha esposa, incansavel e positiva, continuou insistindo e depois de mais um baile de descaso e mau atendimento, finalmente conseguiu os bilhetes e pudemos viajar para a Bahia, foi uma excelente viagem e relaxei um pouco do nervosismo que a TAM nos impos. Os voos em si foram bons, tranquilos, atrasaram um pouco mas ocorreram sem incidentes.  A situacao de caos no sistema de TI da TAM indica que a compania nao faz os investimentos necessarios para evitar kaos como esse que enfrentamos, nem as gestoes para lidar com o kaos de modo menos horripilante para os clientes. A empresa tem crises espasmodicas de TI e na sequencia o sistema de relacoes publicas entra em falencia, fazendo os clientes se sentirem como bobos e tontos completos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Honda City brasileiro é lançado no México com preço inicial de R$ 25.800 – Como é possível?

Honda City 2010
A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré – SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega mais equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.
Honda City 2010
No México, todas as versões são equipadas com freios à disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.
Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de R$ 25.800. No Brasil, o City LX com câmbio manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido de R$ 56.210.
Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?
Fonte: http://carplace.virgula.uol.com.br/honda-city-brasileiro-e-lancado-no-mexico-com-preco-inicial-de-r-25-800-como-e-possivel/

 


http://www.radiopico.com/media/noticias/grande/CircoBrasil.jpg
                                             SOMOS OU NÃO SOMOS PALHAÇOS???
                                                          AINDA TEM DÚVIDAS???

Enviado por Grasiela Rodrigues com o seguinte comentario:

Para os patriotas de plantão!!!!
Vai fundo brasileiro pagador de impostos !!!!
Continuem vendo carnaval, BBB 10, futebol e novela, é o que os políticos querem !!!!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Somos todos cobaias do mercado tecnológico


Um dos ministros do Governo da Malásia defendeu uma empresa indiana que pretende se instalar em seu estado implantando um laboratório de testes em animais com fins médicos. Ao defender tal postura o ministro afirmou que "Deus criou os macacos e ratos para que os humanos façam experiências com eles, já que não se pode testar em humanos".

Parece lógico mas é absurdo, o tal ministro coloca o carro na frente dos bois equivocando-se de maneira séria a respeito do assunto, colocando Deus em pauta ele dá mais argumentos para os ativistas pelos direitos dos animais que já começaram a organizar um boicote contra a instalação do laboratório. Ratos e macacos surgiram na terra muito antes dos seres humanos e o motivo de sua existência filosoficamente falando, cabe a eles decidirem.

Por esta lógica que contrapõe o argumento teológico então só podem ser usados em testes aqueles que optarem por ser cobaias, certo? Não exatamente, o certo é que provavelmente os ratos e os macacos não tenham certeza que nasceram para serem cobaias mesmo que vivam dentro de um laboratório. Assim como nós seres humanos não temos consciência de que grande parte dos alimentos que consumimos e que são comprados no supermercado estão sendo testados em nós.

Somos então cobaias voluntárias? De modo algum, apenas não temos a consciência de que somos cobaias. Veja o caso dos alimentos transgênicos, eles são testados diretamente na mesa do consumidor, assim como todos os alimentos industrializados. Telefones celulares e computadores são outros bons exemplos de produtos dos quais somos cobaias inconscientes. Todos estes produtos são liberados para o consumo muito antes de que testes não contestáveis possam ser feitos nos mesmos.

Os planos da Vivo Biotech Ltd de se instalar na Malásia para maltratar bichinhos não é absolutamente nada de diferente do que estamos acostumados a fazer com nós mesmos. As nossas cobaias recebem o tratamento na mesma lógica que os seres humanos recebem de si mesmos. Então qual é o problema? 
 
Postado originalmente no Blog Mundo em Colapso
http://mundoemcolapso.blogspot.com/2010/05/somos-todos-cobaias-do-mercado.html